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SAÚDE | AIDS
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A AIDS ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é uma doença infecciosa causada pelo vírus da imunodeficiência humana - HIV, que leva a uma perda da imunidade progressiva resultando em infecções graves, tumores malignos e manifestações causadas pelo próprio vírus.

A contaminação se dá através de relações sexuais, uso de droga injetável onde a mesma seringa com sangue contaminado é dividida com outros, também através de transfusões de sangue. Um bebê pode ser infectado durante a gravidez ou pelo leite materno caso a mãe seja portadora do vírus. Em alguns casos pode se dar através da doação de órgãos ou sêmen infectado, da inseminação artificial e da exposição a material contaminado entre trabalhadores da área de saúde. O período de incubação do vírus varia de semanas a meses. Geralmente em até um ano já surgem alguns sintomas da doença.

A aids não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas. Entretanto, os sintomas iniciais são geralmente semelhantes e, além disso, comuns a várias outras doenças. São eles: febre persistente, calafrios, dor de cabeça, dor de garganta, dores musculares, manchas na pele, gânglios ou ínguas embaixo do braço, no pescoço ou na virilha e que podem levar muito tempo para desaparecer.

Com a progressão da doença e com o comprometimento do sistema imunológico do indivíduo, começam a surgir doenças oportunistas, tais como: tuberculose, pneumonia, alguns tipos de câncer, candidíase e infecções do sistema nervoso (toxoplasmose e as meningites, por exemplo).

O diagnóstico é feito através de exames de sangue específicos para a detecção do vírus ou de seus anticorpos. Após exposição à situação de risco, recomenda-se uma espera de 03 meses (90 dias) para fazer o teste de identificação.

Nos últimos anos foram obtidos grandes avanços no conhecimento da infecção pelo HIV: várias drogas foram desenvolvidas e se mostraram eficazes para o controle da doença, diminuindo sua progressão e levando a uma diminuição das doenças chamadas "oportunistas", a uma melhora na qualidade de vida e, principalmente, numa maior sobrevida.

Cabe ressaltar que apesar de todos os esforços até agora empreendidos, nenhuma droga pode erradicar a doença ainda, mas sim, controlá-la e isso só é possível se o paciente estiver tomando todas as medicações.

O mais importante é a informação e educação visando a prática de sexo seguro, ou seja após o casamento e mesmo assim não esquecer o uso de preservativos.

Alguns cuidados são importantes, quando se trata de transfusão de sague, ele deve ser obrigatoriamente testado, além da exclusão de doadores de risco. Instrumentos cirúrgicos devem ser desinfectados e esterilizados e os materiais descartáveis devem ser acondicionados em caixas apropriadas para evitar acidentes.

Os primeiros casos surgiram em 1977 nos EUA, Haiti e África Central, mas só foram definidos como aids, em 1982, quando se classificou a nova síndrome. O primeiro caso brasileiro foi em 1980 em São Paulo, também definido somente em 1982.

De 1980 a junho de 2007 foram notificados no Brasil 474.273 casos de aids, sendo 314.294 em homens, segundo dados do governo. Em ambos os sexos, a maior parte dos casos se concentra na faixa etária de 25 a 49 anos. Porém, nos últimos anos, tem-se verificado um aumento percentual de casos na população acima de 50 anos, em ambos os sexos. Neste mesmo período quase 200.000 pessoas vieram a óbito. O abandono do tratamento e o uso incorreto das medicações são os maiores causadores do elevado número de óbitos.

Postado em | 29/06/2009 | ADAPTADO* | ABC DA SAÚDE/MINISTÉRIO DA SAÚDE

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