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Doença de Alzheimer, ou esclerose, ou ainda caduquice,
como comumente é chamada, é uma doença
do cérebro, degenerativa, que produz atrofia,
progressiva, o início é mais freqüente
após os 65 anos, e produz a perda das habilidades
de pensar, raciocinar, memorizar, afetando as áreas
da linguagem e produzindo alterações no
comportamento.
As
causas ainda não estão conhecidas, mas
sabe-se que existem relações com certas
mudanças nas terminações nervosas
e nas células cerebrais que interferem nas funções
cognitivas. Alguns estudos apontam como fatores importantes
para o desenvolvimento da doença:
Aspectos neuroquímicos: diminuição
de substâncias através das quais se transmite
o impulso nervoso entre os neurônios, tais como
a acetilcolina e noradrenalina.
Aspectos ambientais: exposição/intoxicação
por alumínio e manganês.
Aspectos infecciosos: como infecções
cerebrais e da medula espinhal.
Pré-disposição genética
em algumas famílias, não necessariamente
hereditária.
Perguntas
ou expressões tais como:
"Eu
vivo me esquecendo de tudo..."
"Não
me lembro onde deixei isso..."
"Fulano,
esqueço com facilidade dos números de
telefone e de pagar contas."
"Cicrano,
meu pai esqueceu meu aniversário...minha mãe
se perdeu..."
Esses
são os tipos de queixas mais frequentes, às
quais geralmente os amigos e familiares reportam como
"é da idade". Entretanto,
se alguma pessoa de suas relações esquecer
o caminho de casa ou não se lembra de jeito algum,
ou só com muito esforço, de um fato que
aconteceu, procure um médico. Pode não
ser algo importante, entretanto pode ser também
um início da Doença de Alzheimer que não
tem cura, mas cujo tratamento precoce atrasa o desenvolvimento
da doença, produz alguma melhora na memória,
torna mais compreensível as mudanças que
vão ocorrer na pessoa e melhora a convivência
com o doente.
Na
fase inicial da doença, a pessoa afetada mostra-se
um pouco confusa e esquecida e parece não encontrar
palavras para se comunicar em determinados momentos;
às vezes, apresenta descuido da aparência
pessoal, perda da iniciativa e alguma perda da autonomia
para as atividades da vida diária.
Na
fase intermediária necessita de maior ajuda para
executar as tarefas de rotina, pode passar a não
reconhecer seus familiares, pode apresentar incontinência
urinária e fecal; torna-se incapaz para julgamento
e pensamento abstrato, precisa de auxílio direto
para se vestir, comer, tomar banho, tomar suas medicações
e todas as outras atividades de higiene. Pode apresentar
comportamento inadequado, irritabilidade, desconfiança,
impaciência e até agressividade; ou pode
apresentar depressão, regressão e apatia.
No
período final da doença, existe perda
de peso mesmo com dieta adequada; dependência
completa, torna-se incapaz de qualquer atividade de
rotina da vida diária e fica restrita ao leito,
com perda total de julgamento e concentração.
Pode apresentar reações a medicamentos,
infecções bacterianas e problemas renais.
Na maioria das vezes, a causa da morte não tem
relação com a doença e sim com
fatores relacionados à idade avançada.
Uma
das maiores dificuldades em realizar um diagnóstico
de Doença de Alzheimer é a aceitação
da demência como consequência normal do
envelhecimento.
O
diagnóstico de Doença de Alzheimer é
feito através da exclusão de outras doenças
que podem evoluir também com quadros demenciais.
Por exemplo: Traumatismos cranianos, tumores cerebrais,
acidentes vasculares cerebrais, arterioesclerose, intoxicações
ou efeitos colaterais de medicamentos, intoxicação
por drogas e álcool, depressão, hidrocefalia,
hipovitaminoses e hipotireoidismo.
Não
existe cura conhecida para a Doença de Alzheimer,
por isso o tratamento destina-se a controlar os sintomas
e proteger a pessoa doente dos efeitos produzidos pela
deterioração trazida pela sua condição.
Antipsicóticos podem ser recomendados para controlar
comportamentos agressivos ou deprimidos, garantir a
sua segurança e a dos que a rodeiam.
A
doença de Alzheimer não afeta apenas o
paciente, mas também as pessoas que lhe são
próximas. A família deve se preparar para
uma sobrecarga muito grande em termos emocionais, físicos
e financeiros. Também deve se organizar com um
plano de atenção ao familiar doente, em
que se incluam, além da supervisão sociofamiliar,
os cuidados gerais, sem esquecer os cuidados médicos
e as visitas regulares ao mesmo, que ajudará
a monitorar as condições da pessoa doente,
verificando se existem outros problemas de saúde
que precisem ser tratados.
| Postado
em | 23/10/2009 | ADAPTADO* | ABC DA SAÚDE |
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