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SAÚDE | ASMA
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A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas ou pulmonares que se dá de forma freqüente e que está aumentando em todo o mundo.

A inflamação das vias aéreas determina o seu estreitamento, causando dificuldades respiratórias. Este estreitamento é reversível e geralmente ocorre em decorrência da exposição do indivíduo à diferentes fatores que proporcionam o sua obstrução. Este impedimento à passagem de ar pode ser revertido espontaneamente ou com uso de medicações.

As vias aéreas que se iniciam no nariz, são tubos que dão passagem ao ar. Elas continuam como nasofaringe e laringe (cordas vocais) e, no pescoço, tornam-se um tubo largo e único chamado traquéia. Quando chega ao tórax, a traquéia divide-se em dois tubos (brônquios), direito e esquerdo, levando o ar para os respectivos pulmões.

No interior dos pulmões, os brônquios vão se ramificando e tornam-se cada vez menores, espalhando o ar, enchedo o pulmão.

As pessoas que sofrem dessa doença reagem facilmente ao contato com qualquer fator desencadeador, os quais chamamos de "disparadores ou gatilhos". Dentre estes, os mais comuns são:

  • alterações climáticas,
  • o contato com a poeira doméstica,
  • mofo,
  • pólen,
  • cheiros fortes,
  • pêlos de animais,
  • gripes ou resfriados,
  • fumaça,
  • ingestão de alguns alimentos ou medicamentos.

A mucosa brônquica, que é o revestimento interno das vias aéreas, está constantemente inflamada por causa da hiper-reatividade brônquica (sensibilidade aumentada dos brônquios).

Nas crises asmáticas, esta hiper-reatividade brônquica aumenta ainda mais e determina o estreitamento das vias aéreas. Este fenômeno leva à tosse, chiado no peito e falta de ar.

Os mecanismos causadores da asma são complexos e variam muito entre a população. Nem toda a pessoa com alergia tem asma e nem todos os casos de asma podem ser explicados pela resposta alérgica do organismo a determinados estímulos.

De qualquer forma, cerca de um terço de todos os asmáticos possui um familiar (pais, avós, irmãos ou filhos) com asma ou com outra doença alérgica.

Alguns asmáticos têm como "gatilho" o exercício. Ao se exercitarem, entram numa crise asmática com tosse, chiado no peito (sibilância) ou encurtamento da respiração.

Alguns vírus e bactérias causadoras de infecções respiratórias também podem estar implicadas em alguns casos de asma que se iniciam na vida adulta.

A asma brônquica pode iniciar em qualquer etapa da vida. Na maioria das vezes, o início se dá na infância e poderá ou não durar por toda a vida.

Os sintomas característicos da asma aparecem de forma cíclica, com períodos de piora. Dentre os sinais e sintomas principais, estão: Tosse (que pode ou não estar acompanhada de alguma expectoração - catarro. Na maioria das vezes, não tem expectoração ou, se tem, é tipo "clara de ovo"); falta de ar; chiado no peito; dor ou "aperto" no peito. Estes sintomas podem aparecer repentinamente a qualquer momento do dia, mas tendem a predominar pela manhã ou à noite, períodos mais frios.

O diagnóstico é feito baseado nos sinais e sintomas que surgem de maneira repetida e que são referidos pelo paciente. No exame físico, o médico poderá constatar o chiado nos pulmões, principalmente nas exacerbações da doença. Contudo, nem todo chiado é devido à asma, podendo também ser causado por outras doenças. Entretanto, nos indivíduos que estão fora de crise, o exame físico poderá ser completamente normal.

Existem alguns exames complementares que podem auxiliar o médico. como: A radiografia do tórax, exames de sangue, dentre outros.

É importante que o asmático tenha em casa um aparelho que mede o pico de fluxo de ar, importante para monitorar o curso da doença. Nas exacerbações da asma, o pico de fluxo se reduz.

O tratamento da asma requer do indivíduo certos cuidado com o ambiente, principalmente na sua casa e no seu trabalho. Além desses cuidados, deverá usar a medicação prescrita pelo médico e manter regularmente consultas médicas.

Pelo menos duas classes de medicamentos têm sido utilizadas no tratamento da asma: Os broncodilatadores e os antiinflamatórios.

Broncodilatadores
É um medicamento, como o próprio nome diz, que dilata os brônquios (vias aéreas) quando o asmático está com falta de ar, chiado no peito ou crise de tosse. Existem broncodilatadores chamados beta2-agonistas - uns apresentam efeito curto e outros efeito prolongado (que dura até 12h). Os de efeito curto costumam ser utilizados conforme a necessidade. Se a pessoa está bem, sem sintomas, não precisará utilizá-los. Já aqueles de efeito prolongado costumam ser utilizados continuamente, a cada 12 horas, e são indicados para casos específicos de asma. Além dos beta2-agonistas, outros broncodilatadores, como teofilinas e anticolinérgicos, podem ser usados.

Antiinflamatórios
Os corticóides inalatórios são, atualmente, a melhor conduta para combater a inflamação, sendo utilizados em quase todos os asmáticos. Só não são usados pelos pacientes com asma leve intermitente (que têm sintomas esporádicos). Tais medicamentos são utilizados com o intuito de prevenir as exacerbações da doença ou, pelo menos, minimizá-las e aumentar o tempo livre da doença entre uma crise e outra. Os antiinflamatórios devem ser utilizados de maneira contínua (todos os dias), já que combatem a inflamação crônica da mucosa brônquica, que é o substrato para os acontecimentos subseqüentes.

Existem outras possibilidades de tratamento, como o cromoglicato de sódio (bastante utilizado em crianças pequenas), o nedocromil, o cetotifeno e os anti-leucotrienos. Este último é relativamente novo e pode ser usado em casos específicos de asma ou associado aos corticóides.

Tanto os broncodilatadores quanto os antiinflamatórios podem ser usados de várias formas:

  • por nebulização,
  • nebulímetro ("spray" ou "bombinha"),
  • inaladores de pó seco (através de turbohaler, rotahaler, diskhaler ou cápsulas para inalação) – são diferentes (e práticos) dispositivos para inalação,
  • comprimido,
  • xarope

Na prevenção das crises, o asmático poderá usar os corticosteróides, os beta2-agonistas de longa duração e os antileucotrienos, além de ter um bom controle ambiental, evitando exposição aos "gatilhos" da crise asmática.

Postado em | 23/09/2009 | ADAPTADO* | ABC DA SAÚDE

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