A
ginasta Daiane dos Santos foi suspensa por cinco
meses pela Federação Internacional
de Ginástica (FIG), em decisão
tomada pela comissão disciplinar com
relação ao procedimento para investigar
o resultado do exame antidoping feito em 2 de
julho. Na ocasião, a campeã mundial
do solo em 2003 testou positivo para o uso de
furosemida, e ela poderia pegar até dois
anos de suspensão. A punição
passa a contar a partir do dia 27 de janeiro
deste ano.
A
atleta, que soube da decisão antes da
divulgação para imprensa, ainda
pode recorrer da decisão. Daiane dará
uma coletiva de imprensa no Pinheiros com o
intuito de comentar o parecer da entidade.
Em
meados de dezembro, a ginasta fez questão
de ir até Lausanne, na Suíça,
para dar suas explicações sobre
o caso. O painel formado pelo tunisiano Rached
Gharbi, pela portuguesa Margarida Dias Ferreira
e pelo suíço Paul Engelmanno considerou
seu depoimento transparente e construtivo.
O
que só fez a aumentar a esperança
de Daiane com relação a um possível
arquivamento ou à redução
da punição. Desde o dia 30 de
outubro, quando a FIG revelou o resultado do
exame antidoping feito fora de competição,
no mês de julho, a ginasta acreditava
que pudesse convencer a entidade de que não
teve a intenção de fazer uso do
diurético para ter ganho de desempenho,
já que estava se recuperando de uma cirurgia
no joelho e fora da seleção brasileira
desde outubro de 2008.
Em
entrevista coletiva concedida em novembro, ela
confessou ter tomado a furosemida para auxiliar
num tratamento estético feito com uma
biomédica, que visava reduzir gordura
localizada. Daiane também admitiu ter
sido desatenta, mas que não esperava
estar elegível para os testes já
que estava voltando a treinar aos poucos e não
podia competir.
Através
de seu porta-voz, Philippe Silacci, a FIG explicou
que a brasileira fazia parte da lista de atletas
sujeitos a controle antidoping e que, por isso,
deveria estar disponível e preparada
para exames. Antes da declaração
da entidade, o Pinheiros, clube que Daiane defende,
chegou a alegar que cabia à CBG ter notificado
a FIG de que a ginasta estava em recuperação
clínica, o que poderia ter evitado a
abertura do processo de investigação.
Nos
últimos meses, apoiada pela família
e companheiros de seleção, Daiane
se dedicou ao tratamento de fisioterapia e retomava,
aos poucos, o treinamento, disposta a seguir
com seu plano de encerrar a carreira somente
após a disputa dos Jogos Olímpicos
de Londres-2012.
| Postado
em | 29/01/2010 | TRANSCRITO* | G1.COM |
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