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Você está em | GERAIS | BRASIL PEDE TRIBUTAÇÃO ZERO PARA PRODUTOS DO HAITI

O Brasil pediu esta quinta-feira (28) no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, que todos os países do mundo em condições de fazê-lo apliquem tributação zero sobre os produtos procedentes do Haiti durante um prazo de 15 a 20 anos para ajudar na recuperação deste país devastado pelo terremoto de 12 de janeiro.

O chanceler Celso Amorim falou em uma seção especial sobre o Haiti, com a presença do ex-presidente americano Bill Clinton:

- Este é o momento para que todos os países desenvolvidos e todos os países em desenvolvimento que possam fazê-lo ofereçam tarifa zero e cota livre pra os produtos haitianos.

- Sempre há um modo de fazer isso se houver vontade política. É preciso fazê-lo por 15, 20 anos, para ajudar o país.

Já o ex-presidente Clinton - enviado especial da ONU para o Haiti - incentivou os empresários a investirem com confiança no país caribenho, acompanhando a reconstrução da parte destruída pelo terremoto e acelerando o desenvolvimento dos 70% que não foram afetados pela tragédia.

Na sua apresentação na estação de esqui do leste da Suíça, Bill Clinton afirmou que a tragédia ocorrida no último dia 12 de janeiro pode se transformar numa oportunidade para fazer o país ressurgir depois de anos de miséria.

- Os haitianos precisam ser ajudados através desse odioso desastre natural.

Clinton enfatizou que o terremoto que deixou 170 mil mortos pode servir para ressaltar as qualidades deste país historicamente "castigado por ser ignorado e alvo de abusos".

- Eles têm a melhor oportunidade de sua vida de escapar do passado e temos a melhor oportunidade de nossas vidas para ser parte disso.

Visivelmente emocionado, Clinton está envolvido com o Haiti há muito tempo, e passou no país a lua de mel com sua esposa Hillary.

Segundo o enviado especial adjunto da ONU para o Haiti, Paul Farmer, 75% de Porto Príncipe deverá ser reconstruída.

Clinton disse ainda que as necessidades imediatas incluem caminhões e centros de distribuição para entregar a ajuda que está disponível, mas que é difícil de levar para aqueles que mais necessitam dela.

O pedido de Clinton também se centrou nos meios através dos quais as grandes companhias possam proporcionar ajuda a médio e longo prazo, destacando o potencial agrícola e turístico do Haiti.

Também falando do futuro, o chanceler Celso Amorim se referiu a quatro questões fundamentais para o país caribenho: o emprego, a energia, o meio ambiente e a alimentação.

Sobre isso, pediu "mudanças importantes" porque isso dará trabalho aos jovens no Haiti e ofereceu a cooperação do Brasil para desenvolver biocombustíveis.

Além disso, pediu um "massivo programa de plantação de árvores" no Haiti para recuperar as condições mínimas do meio ambiente que impeçam novos desastres climáticos, como por exemplo inundações.

- As inundações não ocorrem porque chove, mas porque o meio ambiente não está preparado para absorver estas chuvas.

A representante das Nações Unidas para a redução dos riscos de catástrofes advertiu nesta quinta-feira que a chegada da temporada de tempestades tropicais em maio pode agravar os efeitos do terremoto no Haiti.

Postado em | 29/01/2010 | TRANSCRITO* | R7.COM

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